Sábado, 4 de Julho de 2009

Taisho Yakyuu Musume #1

Iniciando mais um anime da nova temporada. Desta vez irei comentar de Taisho Yakyuu Musume, anime do estúdio J.C.STAFF com direção de Takashi Ikehara que estreou dia 2 de julho no Japão. O anime é uma adaptação da novel de mesmo nome da autoria de Kagurazaka Atsushi com o character design de Sadaji Koike. Confesso que antes do anime aparecer na lista das estréias de julho eu nunca tinha ouvido falar do mesmo, mas resolvi assistí-lo por ter ficado curioso quanto ao enredo.

O anime é ambientado em 1925, na era Taisho, e conta a história de Koume Suzukawa, uma colegial alegre que vive tranquilamente com a família. Estudando em uma escola de garotas, ela sonha em poder vestir um uniforme daqueles tradicionais que se vê hoje em dia pois todos os dias vai para a escola de Kimono por recomendação de seus pais. Koume tem uma amiga, chamada Akiko Ogasawara que certo dia chama Koume para ter uma conversa. Akiko pergunta para Koume se a garota gostaria de montar um time de baseball na escola junto com a amiga e praticamente obrigada, ela aceita o convite. As duas então saem em busca de mais 7 membros para formar o time de baseball.

Na época, por ser considerado um esporte onde só homens praticavam, as duas enfrentam uma certa resistência por parte das amigas de classe, principalmente depois que elas assistem a uma partida e ficam horrorizadas com a "brutalidade" do esporte. Como para as garotas, a primeira impressão é que ficou, depois disso fica ainda mais dificil conseguir membros mas aos poucos as duas vão convencendo as colegas e com isso vão tentando montar um time completo.

O anime logo de cara me transmitiu uma sensação de estar assistindo algo antigo, não pelo fato do enredo se passar em 1925 mas pelos backgrounds e até mesmo o traço dos personagens. Outra coisa que me fez ter essa impressão foi o fato dele ser exibido em fullscreen, fazendo assim, eu pensar que esse estilo "retrô" foi feito propositalmente pelo J.C.STAFF para dar exatamente essa impressão de estar assistindo um anime "de época". Tudo isso, somado com o enredo tranquilo do anime, dá um resultado muito legal pois as vezes é bom sair de séries onde tudo acontece frenéticamente e assistir animes como esse onde o desenvolvimento é calmo e sem muita pretenção. É um anime predominantemente de comédia escolar e slice of life envolvendo o esporte.

Pode ser que a medida que os episódios forem avançando isso possa mudar um pouco mas contanto que o enredo siga uma linha objetiva que é as garotas montarem o tal time de baseball, eu fico tranquilo em acompanhar a série até o final pois apesar do enredo simples, ele tem um bom potêncial se for bem explorado. Aliás, é sempre bom ver a flexibilidade que o J.C.STAFF tem com suas produções. Prova disso é ter dois animes na mesma temporada com estilo de animação, enredo, narrativa e desenvolvimento bem diferentes um do outro.

Imagens do episódio:

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Aoi Hana #1


Começa mais uma nova temporada de animes no Japão e como de costume, falarei um pouco mais sobre os animes que irei acompanhar e também postarei as minhas primeiras impressões sobre os mesmos. Apesar da temporada não ter tantos animes que irei assistir, há vários muito interessantes e faço questão de comentar sobre eles aqui começando por um anime que, desde que foi anunciado, me chamou bastante a atenção: Aoi Hana.

A série é produzida pelo estúdio J.C.STAFF, já conhecido por dezenas de animes muito bons e que esse ano vem acertando com boas produções a cada temporada. A direção do anime fica por conta de Kenichi Kasai (coisa que eu só confirmei assistindo ao episódio), diretor de Honey and Clover e da primeira temporada de Nodame Cantabile. Aliás, por falar em Nodame não só o diretor mas também o Diretor de Arte (Shichiro Kobayashi) e o Diretor de Fotografia (Yoshio Ookouchi) de Aoi Hana também fizeram Nodame! E isso é perceptível pelos backgrounds da série que tem a mesma simplicidade e com os traços harmônicos de Nodame Cantabile.

A série conta a história de duas garotas: Fumi Manjoume e Akira Okudaira. A primeira é uma garota super introvertida que começa a estudar numa escola para garotas chamada Matsuoka Gakuen. Já a segunda é bem mais alegre e com uma personalidade mais forte que começa a estudar em outra escola para garotas, chamada de Fujigatani Gakuen. As duas quando crianças eram super amigas mas uma delas teve que se mudar e nunca mais se encontraram de novo porém 10 anos depois, por consequencia de um ocorrido no trem indo para o primeiro dia de aula de ambas, as duas se reencontram. No início nenhuma das duas reconhece a outra mas depois de um tempo, após descobrirem o nome de cada uma e verem que as duas famílias se conhecem, acabam lembrando da amizade que tinham no passado. Agora, juntas, as duas irão se ajudar em diversos assuntos como relacionamentos fazendo assim com que a amizade entre elas se torne cada vez mais forte.

Apesar de ser considerado Yuri (romance entre mulheres) o anime, pelo menos até agora mostrou que apesar da temática, será focado bem mais na relação entre os personagens do que no romance das duas em si. Posso estar errado, afinal só foi lançado o primeiro episódio, mas foi essa a impressão que a série me passou. O desenvolvimento do enredo tem um ritmo bem lento mas que não influi em nada na série pois o próprio Kenichi Kasai tem uma maneira de dirigir muito bem que é primeiro explicar tudo, ir construindo toda uma história focando em cada um dos personagens para depois, com tudo isso já concreto, continuar com o enredo. Foi assim em Nodame e em Honey and Clover e pelo jeito também será assim em Aoi Hana.

A parte visual do anime é muito boa, tendo um traço limpo com BGMs calmas e OP e ED que seguem o ritmo tranquilo da série. A OP, aliás, cantada por Kukikodan, é muito bonita. Como primeiro anime da temporada que irei acompanhar, achei Aoi Hana muito bom. Tanto o o enredo quanto a animação estão num nível ótimo e com certeza irei acompanhar mais esta nova série do J.C.STAFF.

Imagens do episódio:

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Uma surpresa chamada Sengoku BASARA


Quando comecei a assistir os animes da temporada de abril, vários dos animes que estavam programados para passar não me interessaram logo de cara. Um deles foi Sengoku BASARA. Uma das razões impostas por mim mesmo em não querer assistir a série era o fato da mesma abordar a temática de samurais e shinobis que bom, acho que desde a época de Samurai Champloo eu não me interessava tanto assim a ponto de acompanhar toda semana o lançamento dos episódios. Mas com o tempo eu fui vendo várias criticas boas sobre a série e um dos fatores que começaram a mudar a minha opinião quanto ao anime era a sua animação que ficou a cargo do estúdio Production I.G (e mais uma dezena de outros estúdios nas partes técnicas). Outro ponto positivo também é que ele em 720p fica a coisa mais linda de se assistir devido aos cenários extremamente detalhados. Mais ou menos no final de maio comecei a assistir a série e logo no primeiro episódio sou apresentado a uma série com um potencial imenso.

O anime de Sengoku BASARA é uma adaptação de um game de PS2 de mesmo nome da CAPCOM lançado em 2005 e que em 2006 teve uma continuação lançada para o mesmo console. A série é ambientada no periodo Sengoku da história do Japão, que vai da metade do século XV até o começo do século XVII. Nessa época o Japão era marcado por muitas, mas muitas guerras envolvendo territórios. Era um verdadeiro quebra pau na terra do Sol Nascente, tanto que vários jogos (e inclusive o novo mangá do criador de Hellsing, Kouta Hirano, chamado DRIFTERS) retrata. O diretor responsável pela adaptação em anime foi Itsuro Kawasaki, que já dirigiu alguns episódio de Ghost in the Shell, Noir e mais algumas séries.

O primeiro episódio do anime já começa com tudo. Somos apresentados aos personagens principais, Date Masamune e Sanada Yukimura. O primeiro é conhecido como "Dragão de um Olho Só" (Dokugan Ryu) e que tem nada mais do que 6 espadas na cintura. Detalhe: Ele consegue usar todas simultaneamente. Já Sanada Yukimura é um cara super animado mas que quando é para lutar com o seu exército à pedido de seu general, não brinca e usa as suas duas lanças para lutar. Assim como no game (que você controla alguém e sai matando tudo quanto é soltado do exército inimigo), no anime quando os dois enfrentam algum exército pode ter certeza que dezenas de soldados vão voar com a ignorância dos golpes de ambos. Isso é ruim? Pra mim é ótimo porque se é pra ser ignorante, que seja no melhor estilo bater-em-tudo-que-vier-pela-frente.

A medida que a série vai avançando nós percebemos que vários outros personagens são fundamentais para a série pois num enredo onde pelo menos uns 5 generais lutam, vai ter alguma coisa em cada um deles que vai fazer diferença. Apesar da pancadaria nervosa que o anime tem, a animação nas cenas de luta ao invés de dinuir o nível, fica ainda melhor! As lutas de Sengoku BASARA são de um nível superior a muito anime shounen (samurai ou não) que se vê hoje em dia. São lutas excepcionais, de encher os olhos MESMO.

Aliás, como se não bastasse tudo o que eu já falei o anime me fez fazer algo que há muito tempo não fazia: Baixar OSTs. Não lembro qual foi a última OST que baixei mas ontem, quando terminei de assistir o anime, fui direto procurar um torrent com os CDs. São dois, um com a temática do Yukimura e o outro com a do Masamune e várias BGMs excelentes tocadas ao longo da série. E por falar em coisas boas, o Masamune tem um estilo de fala extremamente interessante misturando algumas frases em inglês junto com japonês. Sem falar que parte do exército do cara parece uma gangue e o cavalo do mesmo tem um guidão de moto!!! É um show a parte ver o Masamune liderando o exército, hahaha.

No site oficial do anime, assim que o mesmo terminou de passar, foi anunciado que uma continuação da série está prevista para estrear em 2010. Fico bastante feliz por isso pois como o título do post diz, Sengoku BASARA foi realmente uma surpresa dessa temporada passada. O melhor pra mim da temporada ainda é Higashi no Eden mas que venham outros animes ainda esse ano para me surpreender igual Sengoku!

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Minami-ke Betsubara OAD


Foi lançado no último dia 23 de junho no Japão o OAD de Minami-ke sendo este um episódio especial que veio junto com o volume 6 do mangá da série. Lançar DVDs junto com volumes de mangás tem se tornado algo muito comum no Japão e é certo que faz bastante sucesso por lá. Com o final da terceira temporada no final de março deste ano, o lançamento do OAD veio em boa hora para quem gosta das histórias envolvendo as irmãs Minami e todos os personagens da série. Assim como a terceira temporada, o OAD foi produzido pelo estúdio asread.

O OAD segue o mesmo estilo da já conhecida narrativa das temporadas anteriores mas o diferencial é que ele é divido em 4 partes, sendo que em cada uma delas há uma temática diferente e com um personagem diferente como principal. Praticamente todos os personagens da série aparecem no OAD. Não irei falar muito sobre cada parte porque seria spoiler mas posso falar que o primeiro envolve a Chiaki, o segundo o Makoto e o terceiro e o quarto envolvem o dia de San Valentin (Dia dos Namorados no Japão) mas só que de pontos de vista diferentes.

A qualidade técnica do OAD é muito boa, mantendo o ótimo nível da terceira temporada. As piadas também estão muito boas com ótimas situações envolvendo o pessoal e também o tema abordado. Valeu como mais uma chance de ver algo novo desse ótimo anime de slice of life que mesmo não tendo uma linha de enredo muito definida, consegue te prender muito bem às cenas. É bem divertido e é recomendável pra quem curtiu a terceira temporada do anime.

Imagens do episódio:

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

J-Drama Review #17 - Kurosagi


Kurosagi
Diretores: Ishii Yasuharu, Hirano Shunichi e Takei Atsushi
Produção: TBS

Nº de Episódios: 11

Ano: 2006


Começando outra review aqui no Mithril. Desta vez venho falar sobre um dorama que eu já estava querendo assistir a um bom tempo e assim que terminei LIFE fui assistir após ver diversas críticas extremamente boas sobre a produção estrelada por Yamashita Tomohisa. A série é uma adaptação do mangá de mesmo nome de Takeshi Natsuhara, que tem 20 volumes e que começou a ser publicada em 2003.

Kurosagi é um dorama de ação policial onde Tomohisa intrepreta Kurosaki, um jovem que no passado foi testemunha de um trágico episódio envolvendo o seu pai. Na ocasião, o pai de Kurosaki havia sido enganado por um Shirosagi, um golpista que rouba dinheiro das pessoas e por consequência disso tentou matar a própria família. O jovem Kurosaki foi o único sobrevivente dessa tragédia e movido por um sentimento de vingança, decide acabar com todos os golpistas do mundo sendo que ao mesmo tempo, procura indícios do Shirosagi que enganou o seu pai. Nasce então Kurosagi, o "golpista que engana golpista" e usando esta alcunha, o jovem se torna uma lenda entre Shirosagis e Akasagis (pessoas que enganam os outros manipulando sentimentos do mesmo) tendo estes dois tipos de golpistas como suas principais presas.

Tudo ia correndo bem nos planos do rapaz até que um dia, após ajudar um senhor a recuparar o dinheiro que lhe foi roubado, conhece Yoshikawa Tsurara (Horikita Maki), uma jovem com um forte senso de justiça e que tem como objetivo se tornar promotora pública. Ela é sobrinha do cara e tenta de todos os modos fazer com que o tio não se junte à Kurosaki para resgatar o dinheiro pois os métodos do rapaz também são considerados ilegais, afinal, ele também é um golpista.

Após a conclusão do caso, Tsurara decide ir morar sozinha e coincidentemente acaba indo parar num prédio onde Kurosaki é o seu vizinho e ainda por cima síndico do lugar. Tsurara continua desaprovando totalmente o que Kurosaki faz mas ainda assim o cara não dá a minima para a garota continuando com o seu plano de acabar com todos os golpistas em busca da sua vingança.

A série apesar de ser centralizada na ação tem outros estilos que são inseridos na trama muito bem com a comédia. Pelo fato de Kurosaki também ser um golpista, o cara acaba tendo que se disfarçar para por em prática os seus golpes e para isso ele conta com diversos itens para disfarce como perucas, óculos, roupas e vários celulares. Ou seja, para cada golpe ele se disfarça de um jeito e muda a sua personalidade de acordo com o golpista que ele vai enganar. Além disso a série também conta com um romance envolvendo o personagem principal e Yoshikawa Tsurara. A garota com o tempo vai descobrindo várias coisas do passado de Kurosaki e mesmo estando extremamente confusa quanto aos seus sentimentos, não deixa de sentir uma atração pelo rapaz, que, assim como faz quanto aos conselhos da mesma, não dá a mínima. Mas se a relação entre os dois fosse apenas isso até não teria tanto problema, a coisa fica complicada mesmo quando uma amiga de Tsurara, Mishima Yukari (Ichikawa Yui) é enganada por um golpista e após ser ajudada por Kurosaki acaba se apaixonando pelo cara! Começa então um triângulo amoroso envolvendo Tsurara, Kurosaki e Yukari.

A qualidade técnica da série é extremamente boa tendo uma fluidez no enredo muito legal de se assistir. A trama da série é ótima pois a cada novo caso que Kurosaki pega, o enredo se desenvolve de uma maneira surpreendente tendo desfechos cada vez mais legais com atuações igualmente boas. Tendo visto vários doramas com o Tomohisa eu sei muito bem do que o ator é capaz de fazer em cena mas em Kurosagi ele conseguiu se superar totalmente. Quanto à Horikita Maki eu sou BEM suspeito para falar da mesma pois sou super fã da atriz e de todos os trabalhos que ela fez nenhum me decepcinou. Com Kurosagi isso não foi diferente.

Kurosagi foi um dorama que assim com alguns anteriores, me fez ficar super empolgado assistindo principalmente pelo seu ótimo enredo. Considerado por muitos o melhor trabalho de Tomohisa, a série tem um final bem legal que fecha o dorama muito bem. A produção conta ainda com um filme lançado no ano passado mas que ainda não tive a oportunidade de assistir. Para quem gosta de um dorama com ótimas sequencias de ação e um pouco de comédia, Kurosagi é altamente recomendável.

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